4 de novembro de 2010

Vivo aqui

Saiu do trabalho como todos os dias, como todos os fins de tarde. Tudo predefinido e combinado para terminar em determinada hora marcada. Pego a minha moto, coloco o capacete e monto nela,quando vou dá a partida ela tenta resistir e teima em não querer ligar,mas acaba cendendo a força da minha perna sob o pedal de partida. Vou saindo em velocidade mínima e paro próximo ao acostamento da pista para poder entrar nela depois que algum carro estiver distante demais. Entro. Sigo guiando numa velocidade de 40km à 60km, levando aquele ventinho gostoso no corpo e aquela mentirosa sensação de liberdade que tanto é bom. Vou ultrapassando carros e outras motos, passando pelos corredores dos sinais de trânsito. Vou motoqueiro.

O caminho para o trabalho da tia que estou indo buscar após o meu trabalho não é longo. Bastante calmo e livre de engarrafamentos que toda cidade metropolitana tem. Mas com moto tudo é mais rápido,tudo mesmo. E depois de sair de mais um sinal sigo em velocidade constante de 45 km a 65 km. Entro numa avenida chamada Benjamim Brasil, jamais vou esquecer esse nome. Jamais. Nela tem um foto sensor que ao avistar vou reduzindo a minha velocidade como faço de costume, esses fotos sensores são danado pra pegar pessoas distraídas. Antes de passar do sensor vejo que um transporte coletivo está fazendo um retorno  e fechando a pista no sentido ao qual estou. Ele dá uma brecha e vou passar por trás dele. Quando estou passando ... Não passo,vou ao chão imediatamente,bati em outro veículo. Estou ao chão e me vejo preso a ele. Minha moto está deitada por cima do meu corpo. Tento empurrá-la,mas é algo impossível para mim. Não consigo. Eis que vem o rapaz e puxa e tira ela de cima de mim. Estou vivo e escapo da morte que não vi mais uma vez.

- Que sorte! Tem que agradecer a Deus e tomar um banho de mar.
- Cê tá bem cara ? Se machucou ?

-  ....                                                                                                                                 RB Ferreira

2 de novembro de 2010

Feriado sem feira.

O problema de um feriado começa quando você fica sem opções de o que fazer com ele. A coisa fica mais feia quando para fazer determinadas coisas, como o simples ato de sair de casa dependa de dinheiro, mesmo que pouco. Por que se você vai em um barzinho e puxa uma cadeira para sentar, só nesse simples movimento de puxar a cadeira e sentar a pessoa já está pagando. Tá no preço do produto. Se o ambiente de qualquer que seja o lugar é refinado e as pessoas são bonitas, você está pagando para ter isso. No meu caso, nessa terça-feira magra de sono e cochilos prolongados durante o dia me restou ficar abraçado a cama e ao travesseiro por que o dinheiro que não tinha dava para pagar uma dormida preguiçosa na minha cama com o direito de deixar a porta e janela abertas.

Aos que pensam que o dinheiro pode comprar tudo, estão quase certo, porém não se pode comprar o que não está a venda. Meu feriado começou a se tornar um problema quando já não sabia o que fazer com ele, mas acho que fiz algo com ele : coloquei nas costas feito mochila e passei o dia arrastando ele para diversos cantos só para ver se acertava em algum. Entanto, fui acertar quando tirei ele das costas e deixou de ser um peso. Daí eu dormi e muito. Preguiçosamente de ter que arrancar a coragem de se levantar do útero que não tenho.

Não tinha muito dinheiro. Deveria ter ido fotografar algumas coisas, fazer aquelas coisas bestas que nos dá ânimo e nos tira por meia hora do tédio profundo de passar o dia inteiro em casa e não ter besteira nenhuma pra fazer a não ser comer,ver e dormir. Pra que melhor ? Tô reclamando de sono tirado,alimentação pontual e vista farta.

Escutar Elvis e lembrar do passado dá uma saudade boa.

30 de outubro de 2010

Estilos

Se quero não me tomo por vencido
Quando ganho não me dou por satisfeito
Quando penso que isso talvez seja um estilo de vida
Me pergunto sobre as pessoas que vão perdendo
Ao ponto de perder até as últimas forças!

Até que ponto pode perder e se dá por vencido ?

22 de outubro de 2010

Fim

Acabou!

Meu dia acabou e podem me perguntar o que foi que eu fiz dele que não vou lembrar. Tomei uma paulada de um negócio chamado trabalho e fiquei desacordado por mais de 8 horas. Não sentia as minhas pernas, meus braços pareciam não ser meus, os movimentos eram totalmente involuntários. Quando olhava para os lados eu não enchergava,apenas olhava. Perdi os sentindos.  É ruim levar uma pancada que te deixa assim e vai te arrastando para lugares que muitas vezes nem queremos estar ou ir. Mas como dizem que um pouco de mal é necessário para se viver em equílibrio com o bem, pouco tenho ligado para essa paulada,que é diária.

Para começar.

Tirar a roupa toda e fazer um arremesso de três pontos no cesto de roupa suja e retomar a consciência depois de uma paulada não tem MasterCard que pague. É que não tem mesmo. Sentir a água limpar toda a sujeira que a paulada lhe trouxe durante as mais de 8 horas também não tem oração que pague. O dia começa quando ele é nosso, quando a gente pode fazer o que bem entender ou não fazer nada, ficar de molho até a barbar crescer e os cabelos pedirem para ser cortados. São pequenos prazeres que uma paulada diária nos proporciona, nos liberta das nossa própria pseuda-liberdade. Hoje eu quero escrever,fotografar e dormir um pouquinho com a chuva batendo no meu telhado. Só isso!

Fim

Quando as nossas atividades acabam a seguinte frase vem no pensamento: "E agora o que vou fazer?"

- Eu vou ficar lá no fim que é para ser o primeiro a sair.

21 de outubro de 2010

Quinta-feira Oca.

Joguei na quinta para acertar no domingo. Hoje a minha vontade era de ir no bar mais underground do bairro ao lado - o Bar do Airton - e beber umas quatro cervejas com uns espetinhos feitos no capricho. O mundo lá se acabando e eu muito bem sentando na mesa olhando  orgulhosamente com desprezo para a minha dieta alimentar que tenho jogado na boca do lixo pouco a pouco. Eu não sou e nunca foi bom com essas coisas que para dar certo devem seguir uma rotina. Comigo, defitinitivamente , não funciona nem com reza e promessa divina.

Mas a minha quinta foi escrita com o sorvete abacaxi da esquina da Dona Menina, os gritos e molecagens do meu primo-afilhado e mais um "bocado" de coisa que se eu for colocar não vai ter a menor graça de ser lida. Quer dizer, poderia até ter,mas não vem ao caso eu colocar tanta besteira em um texto que possivelmente já tem uma cara besta. - Quanto desprezo? -  Entanto, olhando pelo o lado bom da situação - por que tudo tem o seu lado - eu não fui beber cerveja  e encher o "bucho" de espetinho de carne, coração de frango , frango e afins. Continuei com a minha dieta mentirosa que já me perdi dela faz umas duas semanas, e acho que foi lá na Praia do Japão - ou Prainha, como  achar melhor -e acabei vindo para o meu quarto namorar com pensamento.

Pois é , depois de tudo, além de tudo, o domingo de agora se tornou esperado e livre de ansiedade. Talvez eu vá me aventurar em mais uma cidade do interior do estado. Vou levar a câmera para fazer uma fotografias bem interessantes, mas para a minha alegria ser completa o kit de filtros UV para a lente da câmera tem que ser entregue amanhã sem falta pelos correios. Não vejo a hora de tascar a mão nessas bobagens. Aliás,felicidade é assim mesmo, vem de todas as formas possíveis , e ela vem mais da maneira que menos esperamos.

Bom , amanhã é sexta-feira dia de encostar a caranga na frente de um bar, chamar os amigos e umas coleguinhas e fazer a festa certo ? Negativo, quem fica liso aliviando dívidas não tem tempo disponível para essas farras. Vou ver se consigo fazer algum trabalho fotográfico por aí para ver se consigo viajar numa situação financeira mais confortável.

RB Ferreira

31 de agosto de 2010

Como se ver

As cortinas da minha cidade estão fechadas para um balanço que ainda não terminei. Por insegurança, os funcionários vivem a contar e contar os tijolos da construção da Igreja Matriz que ainda nem começaram. Medo de falta tijolos ?

4 de junho de 2010

While My Guitar Gently Weeps

Eric Clapton com a Guitarra  & George Harrison com a Letra


Eu sento na cadeira branca que fica a beira da calçada, pego meu violão e dou três notas de amor pra seduzir teu coração. Faço uma letra de improviso pra cantarolar na porta do teu coração e espero a hora em que ele se abre para o meu. Nós somos uma música . Eu sou teu som nas manhãs de domingo e você é meu tom nas noites de segunda. O violão é onde se esconde o segredo de todos os nossos momentos que relembramos no final de uma noite em meio a bagunça dos  lençois que tem o cheiro da nossa pele , da tua pele na minha.

Eu sento na pontinha da cama para afagar teus pés com a ponta dos meus dedos, você tem cossegas , mas o sorriso que surge nos teu rosto é meu e de mais ninguém. E se te olho distraído é querendo buscar tua atenção no meu jeito de menino. Se pede o som do violão com ele te canto uma canção para você viver mais, viver mais no meu coração,nos meus pensamentos, no meu ser. Traga todas as suas coisas, seus medos, momentos, atitudes, paixões , que as portas do meu coração estão abertas para o nosso viver.


Eu sento e sem você componho a nossa música, enquanto minha guitarra gentilmente chora.

3 de junho de 2010

Teus olhinhos


Desse cantinho, olhando para teus olhinhos de paixão. Eu sinto esse cheiro bom de carinho que vem sem permissão e se deita no sofá da minha sala,pede pipoca e sorrir para mim no final do filme, completando-me com tua boca de sabores que meus lábios  antes não havia conhecido e provado. Te quero um pouco mais perto e um pouco mais longe da saudade que dá , quando teu corpo permanece longe do meu . Essa saudade é um nó que só consigo desatar junto de você, é uma palavra difícil de dar significado quando a gente sente um algo que não sabe explicar e quando tenta se embola todo, todinho mesmo.

"A verdade é um amor muito bonito que nem todos entendem."

2 de junho de 2010

Pra você

Essa beleza do teu amor
Me envolve de tal maneira
Que me encontro nas bobagens de criança
E percebo que a felicidade ao teu lado
É um tom de verdade que gosto de ter na minha vida

Se me apaixono por ti a cada instante
É por que a cada momento ao teu lado
Soa como os melhores de uma vida
Os mais marcantes de uma idade

Se você vem comigo ou não
Saiba que está dentro de mim
Se não podes vim comigo
Estarei dentro do seu coração

Nós somos dois
Dois em um
Uma só face
Duas palavras
E um sentindo

Estou bem
Estou ao seu lado
Com você
Nada é tão grande
Quanto o nosso sentimento

A minha fuga é ao seu lado
Meu lado intímo
Meu lado teu
Somente seu.

1 de junho de 2010

Muda






A gente está no tempo de crescer / Virar flor / Nascer borboleta / Trocar de pele / Mudar a cor / O tom  / A vida  / Arrumar as malas e pedir esmolas mundo a fora / Esse mundo é do tamanho da gente / A gente muda sem perceber a própria alteração / Do sólido para o líquido quase sempre