2 de novembro de 2010

Feriado sem feira.

O problema de um feriado começa quando você fica sem opções de o que fazer com ele. A coisa fica mais feia quando para fazer determinadas coisas, como o simples ato de sair de casa dependa de dinheiro, mesmo que pouco. Por que se você vai em um barzinho e puxa uma cadeira para sentar, só nesse simples movimento de puxar a cadeira e sentar a pessoa já está pagando. Tá no preço do produto. Se o ambiente de qualquer que seja o lugar é refinado e as pessoas são bonitas, você está pagando para ter isso. No meu caso, nessa terça-feira magra de sono e cochilos prolongados durante o dia me restou ficar abraçado a cama e ao travesseiro por que o dinheiro que não tinha dava para pagar uma dormida preguiçosa na minha cama com o direito de deixar a porta e janela abertas.

Aos que pensam que o dinheiro pode comprar tudo, estão quase certo, porém não se pode comprar o que não está a venda. Meu feriado começou a se tornar um problema quando já não sabia o que fazer com ele, mas acho que fiz algo com ele : coloquei nas costas feito mochila e passei o dia arrastando ele para diversos cantos só para ver se acertava em algum. Entanto, fui acertar quando tirei ele das costas e deixou de ser um peso. Daí eu dormi e muito. Preguiçosamente de ter que arrancar a coragem de se levantar do útero que não tenho.

Não tinha muito dinheiro. Deveria ter ido fotografar algumas coisas, fazer aquelas coisas bestas que nos dá ânimo e nos tira por meia hora do tédio profundo de passar o dia inteiro em casa e não ter besteira nenhuma pra fazer a não ser comer,ver e dormir. Pra que melhor ? Tô reclamando de sono tirado,alimentação pontual e vista farta.

Escutar Elvis e lembrar do passado dá uma saudade boa.

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