Cabelos ao vento numa tarde de sol e mar agitado, havia algumas nuvens perdidas no céu procurando cada uma seu rumo certo cheio de incertezas. Areia cobrindo os dedos dos pés e apenas a pontinha do dedão descoberto apontando para o horizonte. Aqueles braços que antes abraçavam e se envolvia em outros braços, agora estava a comprimir os joelhos contra os seios. A praia sempre trazia boas lembranças, coisas que ficaram em um passado que nunca soube o significado e o desprazer do arrependimento. O sol vinha lá de cima descendo lentamente, espiando aqueles cabelos negros se entrelaçarem com o vento que soprava levemente todo o corpo encolhido em um pensamento fixo que não lhe saia da cabeça. Questões que a princípio não necessitavam de respostas rápidas,agora pedia por uma explicação mesmo que lacônica. Qualquer palavra. O que sobrou foi apenas uma dúvida, um corpo sóbrio e um prazer furtivo que desbancou os sentidos.
Continua ...
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