Antes de chegar ao trabalho, no caminho eu vinha pensando em milhares de assuntos para escrever aqui. A minha cabeça parecia estar sofrendo um bombardeio de informações, ideias e tudo mais que poderia exprimir em palavras. Decidi agora mesmo, no começo desse texto e até o final dessa linha, que eu iria falar sobre qualquer coisa que viesse na minha mente nesse exato momento. O que me vem agora são os fatos da noite de ontem. Estou me sentindo uma criança que nunca saiu de casa e inicia o conhecimento das coisas da rua , do horizonte que não se enxerga dentro do bairro. É um sensação semelhante a que tenho sentido ultimamente nas minhas saídas para o curso de legislação. Realmente é novo para mim, eu nunca havia estado no local onde esta sendo ministrado o curso. E ontem , mas uma vez o ontem, pois o hoje não dá tempo de ser escrito, eu entrei no banheiro feminino sem querer,não prestei atenção. Quer dizer , até prestei. Havia passado pela cantina e a primeira porta que avistei foi uma que continha um o simbolo de um banheiro feminino, então entrei na porta ao lado, que supostamente seria o masculino. O engraçado, ou não , é que o banheiro tinha aquele "quê" de masculino, estava um pouco sujinho. O cesto de lixo estava lotado de papel,estranhei, mas não dei trela. Quando saí do banheiro um rapaz que estava na recepção me disse que aquele era um banheiro feminino, olhei para atrás e vi cinco portas referente a banheiro feminino. Disse para o rapaz "Aaaah,desculpa" e saí. O intervalo chegou e procurei um novo local para ficar,fui para o barzinho que tem ao lado do curso. Peguei uma daquelas filas e fiquei com a sensação de que não estava lá, ninguém me escutava, ninguém percebia que estava lá pedindo uma Aquarius Fresh sabor uva. Fui escutado, quando dei o primeiro gole tive uma das melhores sensações de gosto da noite. Muito boa e olhei o rótulo e lá dizia "leve gaseificada". Levemente ? O vulgo céu da minha boca sentiu uma acidez de refrigerante tal como Coca-Cola. E dei mais uma olhada no rótulo e recordei de um fato que acontecera no 3ºano do ensino médio. Lembrei do "negão" que trabalhava a noite, supostamente de segurança e fazia pose de gerente, na Cola-cola. Um dia ele trouxe uma Aquarius, que nessa época ainda não era gaseificada. Entanto, ele quis pregar uma peça na professora, deu uma garrafa para ela no sabor laranja ou frutas cítricas, dizendo que quando ela colocasse na geladeira e quando estivesse bem geladinha fosse aberta a água passaria a ter uma cor alaranjada. Tolice. Ainda teve quem acreditasse, a própria professora. O outro dia chegou e ela foi procurar o "negão" para "tirar satisfação" em tom de brincadeira com ele. Foi um pouco engraçado isso. Depois de ter relembrado esse fato, voltei ao sala. Antes de voltar percebi que uma garota da minha sala fumava o quanto de cigarros ela conseguia antes do intervalo terminar. Que pena. Deve ter começado agora ou é muito viciada. E a criança que passeava a noite perdeu o ônibus, o horário e a decência de ir sentando em uma cadeira e não espremido no canto da porta do meio. Fiz até cara de menino perdido, daria uma foto. A noite sempre tem algo de bom ou de ruim para fornecer para a gente. É também uma questão de ponto de vista, acerto de locais e estar na hora certa para a coisa certa.
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